Home / Preço Máximo / Deborah Farah

Deborah Farah

Sempre uma estrela.

361x241
No mar, como na foto acima em Barbados, a figura de Deborah Farah era sempre inspiradora. Foto: Reprodução. 

Quando as pessoas que tiveram a sorte de conviver com Deborah Farah lembram dela, se recordam de uma menina alto-astral, de bem com a vida, batalhadora, amiga fiel, além de muito bonita. A morte da campeã brasileira de surf profissional de 1997, deixou a comunidade do surf brasileiro chocada: acostumada a surfar ondas grandes no Hawaii, onde era uma das pioneiras no tow in feminino ao lado do namorado big rider Sylvio Mancusi, Deborah faleceu num acidente absurdo, surfando ondas de um metro aparentemente sem maiores perigos em Maresias, São Sebastião, litoral norte de São Paulo.

Discutiu-se muito na época se o socorro inicial prestado a ela havia sido feito de forma correta e o quanto uma infra-estrutura mais adequada do Corpo de Bombeiros e Posto de Saúde locais poderiam ter aumentado as chances de um desfecho diferente para a tragédia. O laudo da autópsia atestou que a carioca morreu por afogamento. Mas o que teria levado a experiente surfista de ondas grandes, no auge de sua forma física aos 27 anos de idade, a se afogar num mar tão pequeno, segue sendo uma incógnita.

Especulou-se que ela tivesse sofrido uma pancada de sua prancha na cabeça, deixando-a sem sentidos. Mas Mancusi, que viu seu corpo após o ocorrido, garante que ela não tinha nenhuma marca que indicasse isso. Muito brincalhona e divertida, Deborah fazia amizades com facilidade por onde passava. Das amigas mais chegadas, recebeu o apelido de “Farofa”, pois estava sempre descabelada, cheia de areia no corpo. Sua coragem em ondas grandes fez dela um destaque entra as brasileiras no Hawaii, onde dropava Sunset e Waimea com segurança e teve uma sessão de tow in particularmente memorável em Phantoms, botando pra baixo em esquerdas de quase 20 pés de altura. Ao lado de um grupo de amigas que formavam a linha de frente do surf brasileiro feminino na época – Tita Tavares, Jaqueline Silva, Andréa Lopes, Brigitte Mayer, Tanira Damasceno e Roberta Borges, ela participou de uma expedição histórica a Barbados em 1997, com o objetivo de produzir uma matéria para a FLUIR. Todas suas companheiras, sem exceção, lembram o quanto ela contribuiu para o sucesso da barca com sua alegria e disposição. Até onde ela poderia ter chegado no surf se sua trajetória ascendente não houvesse sido interrompida de maneira tão inesperada e brusca em 2001 é impossível dizer.

O que não resta dúvida é que seu espírito continua vivo nas meninas das novas gerações despontando em cada canto do Brasil, que tem em sua figura carismática a inspiração para tentar ser uma estrela tão brilhante como ela foi, e continua sendo.

Buscar
Apagar a luz
Confira promoções e ofertas imperdíveis